Formação de Professores e Supervisão Pedagógica: Marcos teóricos, evolução e desafios

14 de Outubro de 2016

Abordar a problemática da formação dos professores é refletir sobre uma das questões centrais das políticas educativas, pois do pensamento e da ação do professor, da sua formação e capacidade de desenvolver práticas educativas consequentes, depende grandemente o sucesso dos planos, projetos, normas e decisões  que corporizam tais políticas.

ProjEducPraiaNeste texto, refletimos sobre as especificidades da profissão docente, os paradigmas e modelos de formação dos professores, a relevância e os cenários da supervisão pedagógica nos contextos da formação inicial e em exercício dos professores, trazendo à colação contribuições de vários autores que se têm ocupado desta problemática, bem como experiências da realidade cabo-verdiana.

Texto integral:

formacao-de-professores-e-supervisao-pedagogica

Ph.D. Bartolomeu L. Varela

Praia: Universidade de Cabo Verde

O global e o local nos processos de prescrição e realização do currículo e na promoção do conhecimento universal. O caso da Universidade de Cabo Verde

28 de Abril de 2016

Na abordagem da problemática do currículo e do seu desenvolvimento no contexto do ensino superior, tem-se enfatizado a centralidade do conhecimento científico, com a consequente tradução do global e do local na produção científica, bem como nas prescrições e nas práxis curriculares.

Entretanto, a tendência para, à escala internacional, prevalecerCapa livroem lógicas hegemónicas e mercadológicas na prescrição e aferição do conhecimento válido, e a existência de gritantes assimetrias entre os países centrais e da periferia na produção científica constituem sérios desafios na promoção de uma educação e de um ensino superior pautados por perspetivas contra-hegemónicas e humanistas.

No entanto, não é suficiente a denúncia do hegemonismo científico e curricular, nem mesmo a reivindicação, a nível dos discursos, quer de um maior protagonismo dos países periféricos na promoção do património mundial do conhecimento, quer de uma mais efetiva autonomia das universidades na conceção dos currículos e projetos de formação.

Nesta conferência, sustenta-se que não só é possível aliar-se o global e o local nos processos de formulação das opções curriculares e dos projetos de formação, mediante a instauração de lógicas idiossincráticas, democráticas e emancipadoras na tradução do desígnio nacional de desenvolvimento dos países da periferia, como existe um vasto potencial de oportunidades de inovação, adaptação e recriação do currículo no contexto das atividades académicas, com a consequente promoção das epistemologias dos referidos países, como contribuição para a valorização do património universal do conhecimento.

Este é o resumo do Texto da Conferência proferida no XI Colóquio sobre Questões Curriculares, VI Colóquio Luso-Brasileiro & I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro Sobre Questões Curriculares: Universidade do Minho, Braga, 18 a 20 de Setembro de 2014. In: MORGADO, J. C.; MENDES, G.; MOREIRA, A. F.; PACHECO, J. (2015), orgs. “Currículo, Internacionalização, Cosmopolitismo. Desafios contemporâneos em Contextos Luso-Afro-Brasileiros”, Vols 1 e 2, páginas 47-64. Santo  Tirso: De FACTO Editores.

Leia o texto integral a seguir:

O global e o local no currículo _O caso da Uni_CV _BLV_final_livro

Praia, Abril de 2016.

Bartolomeu L. Varela

Universidade de Cabo Verde


Missão e desafios da universidade do século XXI – da claustrofobia à responsabilidade social da academia: uma perspetiva cruzada com as opções fundamentais do direito educacional brasileiro

2 de Dezembro de 2015

Na reflexão sobre a missão, funções e desafios da universidade dos tempos atuais, uma conclusão inelutável se impõe: esgotada a perspetiva autocentrada de universidade, é imperioso que esta, sem prejuízo da sua especificidade institucional, assuma, no desempenho das suas funções de pesquisa, ensino e extensão, de forma consequente, o imperativo da responsabilidade social.

Ao analisar-se o direito educacional brasileiro, conclui-se que, de um modo geral, as opções fundamentais consagradas no ordenamento jurídico traduzem adequadamente a visão e os desafios da Universidade do século XXI.imagem Coloquio

Esta é súmula da conferência apresentada a 26 de novembro de 2015, no I Colóquio Internacional da Faculdade do Vale do Itapecuru – FAI (Caxias, Maranhão).

 

Leia a seguir o texto integral da Palestra:

Universidade no seculo XXI_claustrofobia vs responsabilidade social

Praia, 2 de dezembro de 2015.

Bartolomeu Lopes Varela

Universidade de Cabo Verde

Pode igualmente ler o texto na página da FAI, através do link:

Colóquio Universidade e responsabilidade social

Diversidade, cidadania e inclusão nas políticas e práxis educacionais: a relevância das ações afirmativas nos contextos global, nacional e local

2 de Dezembro de 2015

As desigualdades socioeconómicas, a heterogeneidade cultural e a diversidade de necessidades educativas dos alunos, no contexto do ensino superior, justificam que, ao arrepio das tendências de uniformização das políimagem_Bart Palestraticas educacionais, sob a égide da globalização hegemónica, sejam adotadas ações afirmativas que promovam a equidade no acesso, a inclusão e o sucesso dos sujeitos aprendentes, bem como a sua inserção na vida ativa, rompendo com lógicas de discriminação e reprodução das desigualdades.

Todavia, sob pena de fracassarem, as ações afirmativas não devem limitar-se à dimensão prescritiva das políticas educativas, que se evidencia especialmente nos normativos, documentos e discursos oficiais.

Assim, e no pressuposto de que o desafio da democratização e qualificação dos níveis de ensino a montante do ensino superior é assumido com determinação pelo Estado e demais atores, as ações afirmativas no ensino superior serão tanto mais bem-sucedidas quanto maior for a sua assunção efetiva a nível das academias, quer mediante o engajamento e protagonismo dos alunos beneficiários dessas medidas, quer através da realização dos currículos prescritos numa perspetiva interpretativa, inovadora, diferenciada e emancipadora, traduzindo a essência democrática e inclusiva do ato pedagógico.

Esta é súmula da Palestra Magna proferida a 25 de imagem_palestranovembro de 2015, na abertura da VIII Semana Científica e do I Colóquio Internacional da Faculdade do Vale do Itapecuru – FAI (Caxias, Maranhão).

Leia a seguir o texto integral da Palestra:

  Praia, 2 de dezembro de 2015.

 Ph.D. Bartolomeu Lopes Varela

 Universidade de Cabo Verde

PS: O texto pode ser ainda lido na página da FAI através do seguinte link:

Palestra Magna FAI

O Ensino Superior em África: potencialidades, desafios e perspetivas

19 de Outubro de 2015

O ensino superior africano, tal como o continente em que se insere, é uma realidade complexa em que a diversidade é uma característica comum, que logo se evidencia quando se procede à análise das suas potencialidades, bem como das dificuldades e perspetivas do seu desenvolvimento. Não é, porém, um caso à parte, posto que se pode descortinar no seu percurso um conjunto de desafios comuns ao ensino superior no mundo, mercê de uma série de fatores que têm condicionado as universidades no cumprimento das suas funções. Assim, a tendência para a mercadorização do ensino superior, no contexto da globalização hegemónica, e as práticas ou tentativas de instrumentalização ou condicionamento da universidade no cumprimento da sua missão, mediante políticas de regulação, financiamento e de accountability, constituem problemas comuns, engendrando, no entanto, possibilidades diferenciadas de posicionamento da universidade, em função dos contextos e interesses dominantes nos diversos países e regiões.

É à luz desses contextos e interesses dominantes que se podem compreender fenómenos que, sendo atualmente frequentes em África, também foram ou são vivenciados por universidades de outras regiões, como: o cerceamento da liberdade académica; a pressão produtivista sobre os docentes em detrimento da aposta na qualidade; o condicionamento no acesso aos financiamentos; a interferência na autonomia da universidade e as práticas de instrumentalização em função dos interesses dos grupos dominantes, etc.

Em África, apesar do crescimento do ensino superior nas últimas décadas, o acesso a este nível deafrica2 ensino é ainda restrito, a produção autóctone do conhecimento é limitada, as condições de funcionamento são geralmente precárias e as baixas remunerações e outros fatores de desmotivação agravam a fuga de cérebros. Estes problemas, que afetam a maioria das universidades africanas, têm origem não apenas em crises económicas mas também em políticas inadequadas, nomeadamente a insuficiente assunção do papel da universidade no desenvolvimento dos países, apesar de, nos discursos, os decisores, a nível dos estados nacionais e das organizações internacionais, admitirem a indispensabilidade da universidade para o futuro da África.

Para vencer estes desafios e potenciar a participação das universidades africanas na promoção do património mundial do conhecimento e na transformação dos respetivos países, é imperiosa a mobilização de sinergias, através de alianças no seio dos estados nacionais e das próprias universidades, e de alianças externas, nomeadamente no âmbito da cooperação académica Sul-Sul. Tais alianças exigem, no entanto, como condição prévia, que os decisores, as elites e os intelectuais africanos, em particular os docentes universitários, assumam o compromisso ético de se engajarem na causa do progresso dos respetivos povos, para o que concorre decisivamente a promoção de um ensino superior de qualidade.

Leia, a seguir, o texto integral, que serviu de base para uma conferência realizada em Outubro de 2015, na Universidade Federal do Pará, no âmbito de uma colaboração académica com a casa Brasil-África:

Ensino Superior em África_Out.2015

Praia, Outubro de 2015.

Bartolomeu L. Varela

Universidade de Cabo Verde

A educação e a formação no pensamento e na práxis de libertação nacional de Amílcar Cabral

15 de Outubro de 2015

Para Amílcar Cabral, a libertação nacional é um processo de grande alcance estratégico, posto que ultrapassa os marcos da conquista formal da Independência, implicando a remoção de todos os obstáculos ao livre desenvolvimento das forças produtivas e de todas as formas de subjugação da pessoa humana, sendo, por isso, indissociável da luta contra a ignorância e pela promoção do conhecimento e da cultura.

Como manifestação genuína da cultura e como ato de cultura, a luta de libertação nacional não só se fundamenta e se inspira na cultura como influencia esta última (Cabral, 1972). Por outro lado, a cultura da libertação nacional fundamenta a conceção e a práxis da Democracia, posto que essa luta visa, em última instância, a construção de uma sociedade nova, livre e de progresso, em que o poder esteja nas mãos e ao serviço do povo.

Para ser vitoriosa, a gesta libertadora exige, pois, a par do recurso ao “poder das armas”, que se mostrou inevitável para fazer face à repressão colonial, a utilização da “arma da teoria” ou do conhecimento: um conhecimento que deve ser mobilizado para a transformação profunda da sociedade, ao serviço ou a bem desta.

No contexto da libertação nacional, Cabral não só delineia como enceta a impleAmilcar Cabralmentação das bases de um novo paradigma educacional que, pelo seu carácter emancipatório, humanista e progressista, contraria os pressupostos do ensino colonial e, no essencial, mantém toda a sua atualidade.

Nos conturbados tempos de hoje, a obsessão pelo mercado continua a ser tendência dominante na referencialização das políticas educativas e das prescrições curriculares à escala global, não obstante as evidências de que a atual crise internacional é largamente tributária do falhanço das políticas ultraliberais de crença cega nas alegadas virtudes da desregulação da economia.

No atual contexto, em que a globalização hegemónica preconiza e impõe processos de ampla convergência e uniformização da educação e do currículo, na base da ideia de que “tudo se torna igual, independentemente dos contextos nacionais” (Pacheco, 2011, p. 15), subvalorizando-se quer a natureza emancipadora da educação quer a sua função de promoção da diversidade cultural e identitária dos povos, afigura-se oportuno invocar, sem cair no “culto da personalidade”, o contributo de homens que, como Amílcar Cabral, Paulo Freire e outros pugnaram por uma sociedade assente no ideário da liberdade e da dignidade da pessoa humana, do progresso solidário e da justiça social, para cuja construção concorrem, de forma decisiva, a educação e a formação.

Nesta palestra, seguimos, de perto, em vários pontos, um artigo científico que publicámos na revista Desafios, nº 1, da Cátedra Amílcar Cabral, em 2013, e nalgumas das nossas páginas Web, sob o título “A educação, o conhecimento e a cultura na práxis de libertação nacional de Amílcar Cabral” .

Segue o texto integral da palestra realizada a 6 deste mês, na Universidade Federal do Pará:

  A educação e a formação no pensamento e na praxis de Amilcar Cabral_BLV 6.8.2015

Praia, 15 de Outubro de 2015.

Bartolomeu Varela

Universidade de Cabo Verde

Efetividade e desafios da educação inclusiva em Cabo Verde

25 de Abril de 2015

No contexto do ensino de elite, a inclusão educativa parecia um dado adquirido, posto que os alunos, provenientes, sobretudo, das classes dominantes, não só tinham o privilégio do acesso à educação como condições favoráveis para o sucesso escolar. No contexto da escola de massas, o reconhecimento da educação como direito de cidadania revoluciona a escola trazendo para o seu seio uma grande heterogeneidade de discentes, em termos de condição económica e social, género, cultura, raça, etnia, etc., facto que torna mais complexo crurriculo escolaro trabalho docente no sentido de promover uma ação educativa que, atendendo às necessidades educativas dos alunos, lhes proporcione oportunidades para o almejado sucesso escolar. Se, em Cabo Verde, a inclusão constitui uma opção de política educativa, questiona-se a sua efetividade ao nível das práticas educativas e analisam-se alguns dos desafios a serem enfrentados na consecução deste desiderato.

Palavras-chave: educação, diferença, inclusão, sucesso

Este resumo faz parte do texto integral de uma comunicação apresentada ao I Congresso Cabo-verdiano de Educação Inclusiva realizado na Praia nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2014 e que publicamos a seguir: Efetividade e desafios educaçao inclusiva CV

Praia, 25 de Abril de 2015.

Ph.D. Bartolomeu L. Varela

Universidade de Cabo Verde

 

A relevância da educação pré-escolar nas opções de política educativa do estado de Cabo Verde

21 de Março de 2015

O presente texto analisa a importância da educação pré-escolar à luz das opções e práxis de política educativa e apresenta, em linhas gerais, propostas de aprimoramento deste subsistema. Constituindo a base em que se ergue o sistema educativo, a qualidade da educação de infância repercute-se positivamente na educação escolar e, de forma imediata, no ensino básico, contribuindo para o sucesso escolar das crianças e dos jovens. Daí que, embora não seja de frequência obrigatória nem gratuita, nos termos da legislação vigente, se proponha, no presente texto, a criação de condições para o acesso de todas as crianças a uma educação pré-escolar de qualidade, o que, além de ser uma aspiração legítima e um imperativo democrático, traduz, seguramente, uma aposta consequente na qualidade da educação escolar.

Queira ler o texto integral em versão pdf simples (sem imagens) clicando no link que se segue:

A educação pré-escolar nas opções de política educativa do Estado de CV_final

Também pode ler o mesmo texto na brochura ilustrada que acaba de ser publicada pela Rede Nacional da Campanha de Educação para Todos e que, com a devida vénia, divulgamos nesta página através do link:

brochura A relevância da educação pré-escolar em Cabo Verde_RNCEPT2015

Bartolomeu L. Varela

Universidade de Cabo Verde

Desafios atuais da educação e do currículo nos países da periferia – o protagonismo dos estados nacionais, das escolas e dos professores

27 de Fevereiro de 2015

eucação nortesulSe tem sido relativamente pacífico o entendimento de que a ação educativa deve combinar o conhecimento universal com a cultura e as especificidades nacionais e locais, na atualidade, o processo de internacionalização da educação e do currículo segundo perspetivas hegemónicas tende a pôr em causa este desiderato e a relegar para o segundo plano o contributo das epistemologias do sul na promoção do património universal do conhecimento. No entanto, é possível contrariar-se a lógica dominante na agenda global mediante a promoção de lógicas de colaboração solidária no campo da educação e a assunção de um maior protagonismo dos estados nacionais, das escolas e dos professores.

 Este é o6c35b-imag2bspce resumo de uma comunicação apresentada ao XII Congresso da Sociedade Portuguesa das Ciências da Educação, em Setembro de 2014. Leia o texto integral  no link que se segue:

Desafios da educação e do curriculo_Atas SPCE_BOOK_v.final

Bartolomeu L. Varela

Universidade de Cabo Verde

Políticas e Práxis de Ensino Superior em Cabo Verde: marcos da sua evolução

27 de Fevereiro de 2015

Tendo a sua génese quatro anos após a Independência de Cabo Verde, o ensino superior tem conhecido uma evolução progressiva, ainda que não isenta de indefinições, hesitações, debilidades e contradições, que decorrem quer das limitações financeiras do Estado, quer dos condicionalismos que se prendem com os estádios de desenvolvimento institucional dos estabelecimentos de ensino superior que vão surgindo no arquipélago, quer ainda das mudanças de contexto que marcaram os processos de formulação e realizaçunicvão de políticas públicas para este subsistema de ensino, considerado de importância estratégica para a qualificação dos demais níveis do ensino e para a viabilização do desígnio nacional de desenvolvimento.

Neste texto, analisam-se alguns dos principais marcos da evolução das políticas e práxis de ensino superior neste pequeno país do Atlântico Médio, desde a criação do primeiro embrião do ensino pUniPiagetós-secundário, em 1979, ao cenário atual, em que coexistem 10 instituições de ensino superior (IES), sendo duas públicas e oito privadas, procurando evidenciar, em grandes pinceladas, o modo como estas instituições têm procurado corresponder às exigências de qualificação da sociedade cabo-verdiana, que o poder público tem procurado traduzir em normas e medidas de política orientadas no sentido de um cada vez  maior aprimoramento da qualidade de desempenho. Questões como o grau de qualificação dos docentes, o desempenho das funções nucleares de investigação, ensino e extensão, a regulação, a qualidade académica e a avaliação do ensino superior, entre outras, são aqui abordadas de forma sucinta e crítica, procurando-se com este estado da arte abrir umIscee espaço de diálogo, que deve ser prosseguido, com vista à criação de condições para que as IES possam estar à altura das exigências de transformação e desenvolvimento de Cabo Verde.

Este é o resumo do texto de base de uma comunicação apresentada numa Mesa redonda sobre o Ensino Superior no II Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (Setembro de 2014). Leia o texto integral no link que se segue:

Politicas e praxis de ensino superior em CV_Atas SPCE_BOOK_v.final

Bartolomeu L. Varela

Universidade de Cabo Verde

Fundamentos, práticas e perspetivas de inovação educativa e curricular nos contextos nacional, local e de escola

28 de Outubro de 2014

Não obstante as profundas e aceleradas mudanças que ocorrem no contexto da globalização e da sociedade do conhecimento, em que vivemos, inúmeras são as influências do velho paradigma civilizacional e cultural nas nossas vidas. Em relação à educação, a realidade é complexa, posto que, a par dos avanços significativos, que se expressam, designadamente, na expansão do acesso à educação a diversos níveis, confrontamo-nos com problemas e desafios que devem ser encarados numa perspetiva inovadora, quer em sede de formulação das mega e macropolíticas, quer em termos de assunção de um maior e mais consequente protagonismo das meso e microestruturas educativas, emProjEducPraia especial dos gestores, professores e alunos, enquanto sujeitos e garantes do sucesso das políticas, reformas, mudanças e inovações no setor da educação.
Nesta comunicação, além de se proceder a uma breve revisão da literatura sobre os conceitos e fundamentos da inovação educacional, pretende-se evidenciar que, a despeito das tendências de centralização, recentralização e uniformização das políticas educativas, existem espaços e oportunidades de uma abordagem interpretativa, reflexiva e inovadora da educação e do currículo nos contextos locais e de escola, ilustrando esta tese com uma experiência em curso no concelho da Praia (Cabo Verde) com a elaboração autóctone de projetos educativos e curriculares.

Este é o resumo do texto de base da Conferência proferida no “III Fórum Pensar a Educação nas Ilhas de Santiago e Maio”, realizado na cidade de Assomada, nos dias 3 e 4 de Outubro de 2014.

Pode ler o  texto integral no link que se segue:

Fundamentos e perspetivas de inovação educativa e curricular_2014_final

Praia, Outubro de 2014.

Bartolomeu Varela

Avaliação externa da qualidade da educação. Os casos de Cabo Verde e Portugal

14 de Junho de 2014

Nos modelos de regulação transnacional e supranacional, as políticas de partilha de conhecimento definem não só processos de regulação cognitiva, em que a mudança se impõe pela via conceitual, mas também práticas de avaliação centradas na garantia da qualidade.
Tendo em consideração o modelo pós-burocrático de gestão, que é ao mesmo tempo indutor da centralidade dos resultados e da estandardização do conhecimento, para além da imposição de processos formais de qualidade, os autores analisam, recorrendo a uma revisão crítica de bibliografia internacional, de que modo a avaliação institucional no ensino superior, com reflexos na avaliação das escolas dos ensinos básico e secundário, responde a critérios debandeiras eficiência e eficácia através de práticas formais e informais de monitorização. Por isso, discutimos, nesta comunicação, e no quadro de políticas globalizadas, o processo de acreditação e avaliação no ensino superior, com a exploração, por um lado, das políticas baseadas em standards, e por outro, das práticas avaliativas em curso em Cabo Verde e Portugal.

Texto integral do artigo: Avaliação externa Qualidade Educação CV & PT

Autores: Varela, Bartolomeu & Pacheco, José
In Ferreira, Ana Cristina (org.), Nas pegadas das Reformas Educativas – Conferências do I Colóquio Cabo-verdiano da Educação. Praia: Universidade de Cabo Verde, 2013: 25-37
ISBN: 978-989-8707-03-1

O Currículo e o Desenvolvimento Curricular nos tempos actuais – lógicas e desafios do processo de globalização

28 de Maio de 2014

A tendência para a uniformização curricular e a imposição de padrões, no contexto da globalização hegemónica da educação, bem patente nas directivas e prescrições curriculares que enformam, cada vez mais, as políticas educacionais, constitui um severo desafio às instituições educativas, ao pôr seriamente em causa o seu propósito de promover, pela educação, a identidade, a diversidade cultural, a emancipação e o empoderamento das pessoas. Porém, o desenvolvimento curricular,curriuclo escolar2 enquanto processo dinâmico e interactivo, não envolve apenas a dimensão instituída, ou seja, a prescrição do currículo a nível     macro, havendo, a nível das escolas e ou dos cursos, um espaço de reflexão, recriação e inovação no âmbito da realização do currículo. Por outro lado, é possível contrariar o hegemonismo curricular através de políticas e práxis de globalização solidária da educação, atendendo, assim, às especificidades institucionais, nacionais e locais.

Palavras-chave: Educação, currículo, globalização.

Texto integral do artigo:Curriculo e Dt.Curricular nos tempos actuais_ desafios da globalização

Bartolomeu L. Varela
Universidade de Cabo Verde
bartolomeu.varela@adm.unicv.edu.cv

In: Revista de Estudos Cabo-Verdianos
Atas do I Encontro Internacional de Investigação e Reflexão(EIRI),
Edições Uni-CV, Dezembro de 2013, pp 11-22
ISSN 2073 – 9419″

A relevância do trabalho pedagógico no ensino superior. O caso da Universidade de Cabo Verde

8 de Março de 2014

A mudança paradigmática que se propugna no modo de encarar a formação superior na Uni-CV implica que, a par da ênfase no aprimoramento do conhecimento científico, mediante a elevação do grau académico, seja consequentemente valorizada a vertente pedagógica, assumindo-a não apenas como um elemento adicional do perfil do docente do ensino superior, mas como uma exigência inelutável da qualidade da formação, posto que, ao cabo e ao resto, se trata de conceber formas adequadas de lidar com o conhecimento científico, seja na forma como o mesmo é produzido (pela investigação), seja no Paresmodo como esse conhecimento é apreendido e apropriado pelos estudantes, através do processo de ensino-aprendizagem, seja ainda em termos de disseminação do conhecimento (produzido e aprendido) no seio da sociedade, no âmbito da extensão.

Este é o extracto (resumo) do texto de uma comunicação proferida nas I Jornadas Pedagógicas da Universidade de Cabo Verde, realizadas de 22 a 26 de Abril de 203, que aqui se reproduz na íntegra:

A RELEVÂNCIA DO TRABALHO PEDAGÓGICO NO ENSINO SUPERIOR

Praia, Abril de 2013
Ph.D. Bartolomeu Varela

Tendências internacionais e política do ensino superior em Cabo Verde

28 de Dezembro de 2013

Face às tendências de internacionalização do ensino superior, em que as lógicas de hegemonização e uniformização segundo os ditames da economia e do mercado vêm influenciando crescentemente as políticas estaduais, seja através de formas subtis de legitimação do conhecimento válido, que deve ser produzido e disseminado na academia, seja através dos mecanismos de regulação transnacional e supranacional, mediante a imposição de standards e de procedimentos avaliativos que sobrevalorizam os resultados prescritos em detrimento da análise dos contextos e processos de desenvolvimento das actividades académicas, a política de ensino superior cabo-verdiana, delineada Ensino superior globalizaçaoao nível dos discursos e dos normativos, caracteriza-se por um eclectismo algo paradoxal, posto que, do mesmo passo que evidencia o alinhamento com as referidas tendências, traduz o propósito de promover a cultura, a identidade e as especificidade nacionais, em ordem a assegurar-se o desenvolvimento humano e sustentável do país.
Nesta comunicação, analisa-se em que medida o eclectismo presente nas opções de política de ensino superior cabo-verdiano e de outros países constitui um pretexto e uma oportunidade para a instauração e ou reforço de lógicas contra-hegemónicas e solidárias na abordagem da missão, autonomia e funções das academias.
Assim, defende-se a possibilidade de, a par da internacionalização do ensino superior através deglobaliz solidaria redes colaborativas, as universidades explorarem, até à exaustão, as oportunidades de inovação nas práticas de gestão e realização dos currículos, com a devida tradução das especificidades nacionais, mediante uma abordagem criativa e emancipadora. Trata-se, em suma, de construir e desenvolver, a nível de cada academia e nas relações interuniversitárias, espaços de promoção do conhecimento universal, sem obliterar o potencial de conhecimento novo susceptível de ser gerado a partir das realidades locais, mas antes assumindo, na plenitude, o desafio da tradução do global e do local, enquanto dimensões inseparáveis da natureza da instituição universitária.

OBS: Este é o resumo do texto da comunicação apresentada à 3ª Conferência da FORGES, realizada no Recife, Brasil, de 4 a 6 de Dezembro de 2013. Pode ler a seguir o texto integral:
Tendencias internacionais e politica de ensino superior CV

A evolução do ensino superior público em Cabo Verde: da criação do Curso de Formação de Professores do Ensino Secundário à instalação da Universidade Pública

3 de Agosto de 2013

Faço notar que as Edições Uni-CV, da Universidade de Cabo Verde, acabam de publicar, na colecção “Aula Magna”, nº 3, o meu livro “A evolução do ensino superior público em Cabo Verde: da criação do Curso de Formação de Professores do Ensino Secundário à instalação da Universidade Pública”, que retoma parte dos estudos desenvolvidos na minha tese de doutoramento em Ciências da Educação, concluída em Outubro de 2011 e defendida a 7 de Maio de 2012, na Universidade do Minho.

A Professora Doutora Maria Adriana Carvalho, apresentadora do livro, considera-o oportuno e necessário, fundamentando o seu douto entendimento nestes termos:

“Oportensino superioruno, porque emerge sete anos após o ponto de chegada – a criação da Universidade de Cabo Verde – dando tempo ao tempo de sedimentação do objecto da investigação historiográfica que o autor iniciou. Consciente da proximidade da história que desvenda em relação ao investigador, o Doutor Bartolomeu Lopes Varela, numa linguagem concisa, clara e acessível, brinda-nos com os resultados de uma pesquisa historiográfico-educativa cuidada e rigorosa. A objectividade do discurso é, de per si, demonstrativa da superação dos naturais limites de estudar acontecimentos, que ajudou a construir e que, ainda, estamos vivendo.
Um livro necessário, pois fornece aos educadores, historiadores e à comunidade académica, o roteiro da construção do ensino superior público em Cabo Verde, na diacronia, e que nos orienta para direcções fecundas, para o aprofundamento da evolução recente da educação cabo-verdiana. É uma história de proximidade, de um passado imbricado no futuro”.

Esperando que o livro venha a ser útil aos investigadores e a todos quantos se interessam pelo conhecimento do percurso da educação e, em especial, do ensino superior público em Cabo Verde, tenho o prazer de dar a conhecer, em seguida, a versão electrónica e integral do mesmo:
evolucao_do_ensino_superior_publico_em_cv

Praia, 3 de Agosto de 2013.
Bartolomeu Varela

A Universidade, o currículo e o conhecimento: das origens aos tempos actuais

2 de Junho de 2013

As Edições Uni-universidade1CV, da Universidade de Cabo Verde, fizeram publicar, na colecção “Aula Magna”, nº 2, o meu livro “A Universidade, o currículo e o conhecimento: das origens aos tempos actuais”, que retoma parte da minha tese de doutoramento em Ciências da Educação, concluída em Outubro de 2011 e defendida a 7 de Maio de 2012, na Universidade do Minho.

Eis a versão digital do livro, publicada em Maio de 2013:
a_universidade_o_curriculo_e_o_conhecimento_blv

Praia, 2 de Junho de 2013.

Bartolomeu Varela

O Currículo e o Desenvolvimento Curricular: concepções, práxis e tendências

2 de Junho de 2013

curriculo dtocurrAs Edições Uni-CV, da Universidade de Cabo Verde, fizeram publicar, na colecção “Aula Magna”, nº 1, o meu livro “O Currículo e o Desenvolvimento Curricular: concepções, práxis e tendências”, que retoma parte da minha tese de doutoramento em Ciências da Educação, concluída em Outubro de 2011 e defendida a 7 de Maio de 2012, na Universidade do Minho.

Eis a versão integral do livro, publicada em Março de 2013.
o_curriculo_e_o_desenvolvimento_curricular

Praia, 2 de Junho de 2013.

Bartolomeu Varela

Abordagem por competências no currículo escolar em Cabo Verde: desfazendo equívocos para uma mudança significativa nas políticas e práxis educacionais

7 de Dezembro de 2012

alunosPiagetA abordagem curricular por competências, enquanto fenómeno recente no discurso educativo em Cabo Verde, corre o risco de não passar de mero modismo, sem se traduzir numa inovação efectiva ao nível das práxis educacionais, se não for correctamente compreendida pelos diversos actores envolvidos na obra educativa e, em particular, nos processos de deliberação, gestão e realização dos currículos escolares.

O presente artigo procura esclarecer alguns equívocos que em Cabo Verde, como em outras latitudes, acompanham a defesa da pedagogia por competências. Assim, importa elucidar que a abordagem curricular por competências vem aprofundar, entre outras, as abordagens por conteúdos e por objectivos e não, pura e simplesmente, substituí-las, por serem, alegadamente, tradicionais. Outrossim, no contexto da educação escolar, as competências não devem ser encaradas numa perspectiva redutora, focalizada na transferibilidade de conhecimentos para o mercado de trabalho, mas, fundamentalmente, no sentido da mobilização do conhecimento escolar PM competenciaspara a resolução dos problemas nos diversos contextos ou situações da vida, que não se esgota no mercado.

 

Este é o resumo do artigo cujo texto completo encontra-se publicado no Portal do Conhecimento de Cabo Verde e ao qual pode aceder igualmente através do seguinte link:

Abordagem por competencias no curriculo escolar em Cabo Verde

Praia, Dezembro de 2012

Bartolomeu Varela

Manual da Acção Disciplinar. Um estudo com ênfase especial no sector da educação em Cabo Verde

3 de Novembro de 2012

A consecução do desiderato da qualidade no desempenho de qualquer organização, qualquer que seja a sua natureza, missão ou sector de actividade, depende, entre outros factores, do comportamento ou da conduta dos agentes ou membros dessa organização, em termos de observância dos deveres, princípios éticos e proibições a que os mesmos estão sujeitos. A possibilidade de violação das normas reguladoras do desempenho desses agentes, incluindo os afectos às instituições educativas, torna necessária a Acção Disciplinar. No contexto do funcionalismo público ou do exercício de uma actividade laboral, de âmbito público ou privado, em particular no sector da educação, a Acção Disciplinar, entendida no seu sentido amplo, envolve, nomeadamente, a instauração, a instrução e a decisão dos processos de apuramento eAdisciplinar efectivação de responsabilidade disciplinar (processos de averiguação, de inquérito e sindicância e processos disciplinares), bem como a notificação, a impugnação e a revisão das decisões disciplinares, sem descurar a relação desses processos com outros processos de responsabilização dos agentes pela violação das normas jurídicas, nomeadamente o processo penal. Expressão do exercício legítimo do poder, a Acção Disciplinar obedece a princípios e regras, de natureza substantiva e processual, que variam em função das especificidades das funções exercidas numa organização. No âmbito da Administração Pública e com incidência particular no sector da educação, o exercício da Acção Disciplinar por parte dos órgãos, entidades ou agentes investidos dessa incumbência exige a correcta compreensão e, sobretudo, o domínio de competências e habilidades técnicas para a aplicação de normas jurídicas de diferente natureza, que emanam de diferentes ramos de Direito e ou traduzem princípios, concepções e ensinamentos das Ciências da Educação. O presente manual visa contribuir para a formação e ou para a melhoria da capacidade de actuação dos profissionais de educação que tenham, nos termos da lei, de exercer a acção disciplinar. Eis o texto integral do Manual da Acção Educção Educativa, na sua segunda edição, revista e actualizada, de Outubro de 2012, que contém anotações aos textos legais aplicáveis:  Manual da Acção_Disciplinar_Outubro2012

Bartolomeu Varela


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