A Universidade, o currículo e o conhecimento: das origens aos tempos actuais

2 de Junho de 2013

As Edições Uni-universidade1CV, da Universidade de Cabo Verde, fizeram publicar, na colecção “Aula Magna”, nº 2, o meu livro “A Universidade, o currículo e o conhecimento: das origens aos tempos actuais”, que retoma parte da minha tese de doutoramento em Ciências da Educação, concluída em Outubro de 2011 e defendida a 7 de Maio de 2012, na Universidade do Minho.

Eis a versão digital do livro, publicada em Maio de 2013:
a_universidade_o_curriculo_e_o_conhecimento_blv

Praia, 2 de Junho de 2013.

Bartolomeu Varela

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O Currículo e o Desenvolvimento Curricular: concepções, práxis e tendências

2 de Junho de 2013

curriculo dtocurrAs Edições Uni-CV, da Universidade de Cabo Verde, fizeram publicar, na colecção “Aula Magna”, nº 1, o meu livro “O Currículo e o Desenvolvimento Curricular: concepções, práxis e tendências”, que retoma parte da minha tese de doutoramento em Ciências da Educação, concluída em Outubro de 2011 e defendida a 7 de Maio de 2012, na Universidade do Minho.

Eis a versão integral do livro, publicada em Março de 2013.
o_curriculo_e_o_desenvolvimento_curricular

Praia, 2 de Junho de 2013.

Bartolomeu Varela

Abordagem por competências no currículo escolar em Cabo Verde: desfazendo equívocos para uma mudança significativa nas políticas e práxis educacionais

7 de Dezembro de 2012

alunosPiagetA abordagem curricular por competências, enquanto fenómeno recente no discurso educativo em Cabo Verde, corre o risco de não passar de mero modismo, sem se traduzir numa inovação efectiva ao nível das práxis educacionais, se não for correctamente compreendida pelos diversos actores envolvidos na obra educativa e, em particular, nos processos de deliberação, gestão e realização dos currículos escolares.

O presente artigo procura esclarecer alguns equívocos que em Cabo Verde, como em outras latitudes, acompanham a defesa da pedagogia por competências. Assim, importa elucidar que a abordagem curricular por competências vem aprofundar, entre outras, as abordagens por conteúdos e por objectivos e não, pura e simplesmente, substituí-las, por serem, alegadamente, tradicionais. Outrossim, no contexto da educação escolar, as competências não devem ser encaradas numa perspectiva redutora, focalizada na transferibilidade de conhecimentos para o mercado de trabalho, mas, fundamentalmente, no sentido da mobilização do conhecimento escolar PM competenciaspara a resolução dos problemas nos diversos contextos ou situações da vida, que não se esgota no mercado.

 

Este é o resumo do artigo cujo texto completo encontra-se publicado no Portal do Conhecimento de Cabo Verde e ao qual pode aceder igualmente através do seguinte link:

Abordagem por competencias no curriculo escolar em Cabo Verde

Praia, Dezembro de 2012

Bartolomeu Varela

Manual da Acção Disciplinar. Um estudo com ênfase especial no sector da educação em Cabo Verde

3 de Novembro de 2012

A consecução do desiderato da qualidade no desempenho de qualquer organização, qualquer que seja a sua natureza, missão ou sector de actividade, depende, entre outros factores, do comportamento ou da conduta dos agentes ou membros dessa organização, em termos de observância dos deveres, princípios éticos e proibições a que os mesmos estão sujeitos. A possibilidade de violação das normas reguladoras do desempenho desses agentes, incluindo os afectos às instituições educativas, torna necessária a Acção Disciplinar. No contexto do funcionalismo público ou do exercício de uma actividade laboral, de âmbito público ou privado, em particular no sector da educação, a Acção Disciplinar, entendida no seu sentido amplo, envolve, nomeadamente, a instauração, a instrução e a decisão dos processos de apuramento eAdisciplinar efectivação de responsabilidade disciplinar (processos de averiguação, de inquérito e sindicância e processos disciplinares), bem como a notificação, a impugnação e a revisão das decisões disciplinares, sem descurar a relação desses processos com outros processos de responsabilização dos agentes pela violação das normas jurídicas, nomeadamente o processo penal. Expressão do exercício legítimo do poder, a Acção Disciplinar obedece a princípios e regras, de natureza substantiva e processual, que variam em função das especificidades das funções exercidas numa organização. No âmbito da Administração Pública e com incidência particular no sector da educação, o exercício da Acção Disciplinar por parte dos órgãos, entidades ou agentes investidos dessa incumbência exige a correcta compreensão e, sobretudo, o domínio de competências e habilidades técnicas para a aplicação de normas jurídicas de diferente natureza, que emanam de diferentes ramos de Direito e ou traduzem princípios, concepções e ensinamentos das Ciências da Educação. O presente manual visa contribuir para a formação e ou para a melhoria da capacidade de actuação dos profissionais de educação que tenham, nos termos da lei, de exercer a acção disciplinar. Eis o texto integral do Manual da Acção Educção Educativa, na sua segunda edição, revista e actualizada, de Outubro de 2012, que contém anotações aos textos legais aplicáveis:  Manual da Acção_Disciplinar_Outubro2012

Bartolomeu Varela

Concepções, práxis e tendências de desenvolvimento curricular no ensino superior público em Cabo Verde. Um estudo de caso sobre a Universidade de Cabo Verde

19 de Julho de 2012

No passado 7 de Maio deste ano, defendi, com sucesso, na Universidade do Minho, a tese de doutoramento em Ciências da Educação – Especialidade de Desenvolvimento Curricular.

A tese enquadra-se nas discussões sobre as concepções do currículo, como problemática central nos processos de educação e formação, e o papel da Universidade ao longo dos tempos, mormente nos contextos actuais da globalização, conferindo especial relevo às concepções, práxis e tendências que caracterizam a experiência de desenvolvimento curricular na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), desde a sua criação, em Novembro de 2006, no seguimento de um percurso de quase três décadas do ensino superior público cabo-verdiano

Com o enquadramento teórico da problemática da investigação faz-se uma ampla cartografia daDSC00453 literatura relevante no campo científico dos estudos curriculares, numa abordagem que patenteia a diversidade de conceptualizações do currículo e do desenvolvimento curricular, os principais traços característicos das teorias curriculares que se têm sucedido e ou que rivalizam na busca de hegemonia no sector da educação, bem como as políticas educativas e curriculares que vêm sendo concebidas e realizadas à escala global, dispensando atenção particular às dimensões instituinte e instituída do processo curricular. Ainda que fortemente condicionado pelas concepções e políticas de globalização da educação, a tendência para a uniformização educativa e curricular não constitui uma inevitabilidade, demonstrando-se, pelo contrário, que o processo de desenvolvimento curricular deixa espaços de apropriação e inovação ao nível das instituições educativas, atendendo à diversidade de contextos, expectativas e perspectivas inerentes à dinâmica da realização do currículo.

Ainda no plano teórico, ao analisar-se a evolução do conceito ou ideia de Universidade, desde a sua génese até aos tempos actuais, coloca-se em relevo a natureza específica da instituição no âmbito do ensino superior, patenteando o modo como, nos diferentes contextos, a mesma tem procurado afirmar a centralidade do conhecimento e do currículo no cumprimento da sua missão, a despeito de factores e condicionalismos diversos, de entre os quais releva o tipo de relacionamento predominante entre a Universidade, o Estado e o mercado, no âmbito do qual se deve entender a complexidade da crise institucional, na triplicidade das suas manifestações (crise de legitimidade, de hegemonia e de identidade) que atravessa a academia, com reflexos ao nível das tendências para o condicionamento da autonomia, missão e funções da academia, assim como da própria natureza do conhecimento universitário. Na procura de saídas para a crise, que é global e, como tal, se reflecte nas universidades do continente africano, em que se insere Cabo Verde, a Universidade é desafiada a afirmar a sua especificidade institucional, enquanto promotora da alta cultura e da capacidade de pensamento de longo prazo, conciliando, deste modo, as suas funções essenciais ou simbólicas com as que se prendem com a satisfação das necessidades imediatas ou de curto prazo da economia e do mercado.

Com base nos pertinentes subsídios teóricos, os estudos empíricos desenvolvem-se segundo a abordagem metodológica de estudo de caso, em que a análise documental e as técnicas de investigação qualitativa e quantitativa permitiram consolidar as evidências sobre: (i) os antecedentes da criação da Uni-CV, através do mapeamento do percurso académico e curricular dos diversos estabelecimentos públicos de ensino superior que precederam a universidade pública, legando a esta o seu património científico, tecnológico e logístico, com as inerentes potencialidades e limitações; (ii) o processo de institucionalização da Uni-CV, com a referencialização das opções estruturantes da organização e gestão da Universidade assim como da política educativa e curricular da Universidade; (iii) a experiência multifacetada de desenvolvimento curricular na novel instituição durante os cinco primeiros anos de funcionamento (2006-2011), correlacionando opções e práxis e evidenciando tendências da sua evolução.

Da análise interpretativa dos estudos empíricos realizados, mediante a triangulação dos dados de arquivo e de perspectiva, resulta que a Uni-CV, não obstante as fragilidades persistentes no processo de seu desenvolvimento institucional, tem cumprido a sua missão de forma satisfatória, facto que fica a dever-se quer à adequação das opções, normas e directivas conformadoras da dimensão instituinte do processo curricular, quer ao esforço de realização das prescrições curriculares, sendo, todavia, evidentes os desafios a serem vencidos tendo em vista a consecução da almejada excelência académica, que os Estatutos propugnam, e que passa, nomeadamente, pela melhoria do nível da qualificação do seu corpo docente, pela implementação ou funcionamento efectivo de alguns dos órgãos da academia e pela afirmação da investigação científica como função incontornável para o desempenho cabal das funções de ensino e extensão.

De entre as conclusões, sustenta-se que, no processo de integração de Cabo Verde nas redes internacionais de investigação e excelência científica e tecnológica, como, de resto, propugnam os Estatutos da Uni-CV, deve atender-se à especificidade deste pequeno país do Atlântico Médio, tendo em conta as suas fragilidades estruturais, pelo que se impõe algum distanciamento crítico em relação à incorporação de certas opções de política educativa e curricular que emanam de instâncias internacionais, independentemente do seu carácter inovador ou mesmo da sua possível consistência científica e técnica, comprovada em outros contextos.

Eis o texto integral da tese, incluindo parte dos seus anexos: TESE de Bartolomeu Varela_Outubro.2011_final_publicaçao

A tese encontra-se igualmente disponível no Repositorium da Universidade do Minho (Portugal) e no Portal de Conhecimento do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo Verde.

Praia, Julho de 2012.

Bartolomeu Varela

Docente e investigador educacional

Práticas e tendências de evolução do trabalho pedagógico no ensino superior: o caso da Universidade de Cabo Verde

5 de Julho de 2012

Se, na actualidade, a investigação sobre a problemática do currículo e do desenvolvimento curricular no ensino superior conhece uma dimensão crescente, por motivos que nem sempre se desassociam das tendências para a instrumentalização da academia para a oferta de cursos e serviços que satisfaçam as necessidades de curto prazo do mercado, em detrimento do cumprimento das suas funções essenciais, certo é que a excelência académica, tão propalada nos discursos oficiais, nem sempre é traduzida em políticas e práxis que promovam a qualidade do trabalho pedagógico no ensino universitário.

No contexto universitário, e tal como acontece ainda na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), não obstante as suas opções estatutárias, o critério predominante na consideração do quepedag ensino superior vem a ser o docente qualificado é, ainda, o grau académico, sobrevalorizando-se, assim, o saber específico do campo disciplinar, com menor relevância atribuída, de facto, à formação pedagógica como uma das dimensões constitutivas da profissionalidade docente, reflectindo-se esta postura, nomeadamente, nas práticas de recrutamento do pessoal docente.

Não obstante, os resultados da investigação levada a efeito permitem constatar que, a nível da Uni-CV, tem vindo a assumir-se, progressivamente, o princípio da centralidade do estudante na construção da sua aprendizagem e o desafio de os docentes articularem adequadamente os aspectos epistemológicos e pedagógicos da formação universitária, superando, gradativamente, os métodos tradicionais de ensino baseados na transmissão docente-alunos. Assim, cabe salientar a existência, na Uni-CV, de experiências no sentido da mudança progressiva dos modos de encarar o trabalho pedagógico e os meios de aprendizagem dos estudantes, de que são exemplos, a nível dos cursos de graduação, a iniciação à investigação e outras formas de aprendizagem por pesquisa, a importância concedida às aulas práticas e experiências de trabalho colaborativo, como o estudo por pares.

Este é o resumo de uma comunicação apresentada ao VII Congresso Ibero-americano de Docência Universitária, realizado de 24 a 27 de Julho de 2012, na Universidade do Porto, no âmbito de um Simpósio Auto-Organizado, com a participação de investigadores de Cabo Verde, Portugal, Brasil e Espanha.

Segue o texto completo da comunicação:

 Praticas e tendencias trabalho pedagogico no ensino superior_o caso da Uni-CV

(In Carlinda Leite e Miguel Zabalza (Coords.). Ensino Superior: Inovação e qualidade na docência. Porto: Universidade do Porto, 2012, pp 1119- 1132)

Bartolomeu Varela

Docente da Universidade de Cabo Verde

Abril de 2012

 

Perspectivas e desafios actuais da política educativa e curricular em Cabo Verde

7 de Fevereiro de 2012

O presente artigo analisa as opções de política educativa e curricular em Cabo Verde, à luz dos documentos oficiais, confrontando-as com as tendências internacionais e com a realidade concreta do país, de modo a evidenciar as persColoquio UniCVpectivas, os paradoxos e os constrangimentos que envolvem os propósitos de mudança educativa e curricular neste pequeno país do Atlântico Médio.

Fazendo eco das discussões sobre o papel da educaçãoJAPe Almerindo e do currículo, assim como da natureza do conhecimento, em sede da definição das políticas educativas, o texto não só analisa as principiais directivas e orientações que servem de referência para as políticas de educação e do currículo em Cabo Verde como procura esclarecer em que medida tais opções são influenciadas pelas tendências de globalização  hegemónica, visando a uniformização educativa e curricular e ou traduzem a realidade específica do país.

Face aos propósitos ambiciosos de mudança educativa em Cabo Verde, o texto invoca o contexto educacional cabo-verdiano para evidenciar algumas fragilidades e ambiguidades do processo de desenvolvimento curricular, que requer novas e mais adequadas abordagens, a todos os níveis, com enfoque particular no ensino básico e no ensino secundário.

Eis o texto integral do artigo:  Perspectivas e desafios actuais da política educativa e curricular em Cabo Verde

Bartolomeu Varela

Docente da Universidade de Cabo Verde

PS: Leia a versão publicada na revista “La recherche en Education”: http://www.la-recherche-en-education.org/index.php/afirse/article/viewFile/88/68

A educação, o conhecimento e a cultura na práxis de libertação nacional de Amílcar Cabral

29 de Janeiro de 2012

A concepção de libertação nacional de Amílcar Cabral, que ultrapassa os marcos da conquista formal da Independência e implica a remoção de todos os obstáculos ao livre desenvolvimento das forças produtivas e de todas as formas de subjugação da pessoa humana, é indissociável da luta contra a ignorância e pela promoção do conhecimento e da cultura.

Encarada, de resto, como manifestação genuína da cultura e como acto de cultura, a luta de libertação nacional não só se fundamenta e se inspira na cultura como influencia esta última (Cabral, 1972), orientando-se para a construção de uma sociedade nova, livre e de progresso, em que o poder esteja nas mãos e ao serviço do Cabralpovo. Para ser vitoriosa, a gesta libertadora exige, pois, a par do recurso ao “poder das armas”, que se mostrou inevitável para fazer face à repressão colonial, a utilização da “arma da teoria” ou do conhecimento.

No contexto da libertação nacional, Cabral não só delineia como enceta a implementação das bases de um novo paradigma educacional que, pelo seu carácter emancipatório, humanista e progressista, contraria os pressupostos do ensino colonial e, no essencial, mantém toda a sua actualidade.

Este é o resumo de um artigo que, na sequência de um trabalho de investigação recentemente levado a cabo, ora publicamos, em homenagem a Amílcar Cabral, assassinado há 39 anos, e como expressão do reconhecimento de que, também na área da educação, a sua obra constitui fonte de inspiração para todos quantos se encontram empenhados nessa nobre causa.

Eis o texto integral do artigo: A EDUCAÇÃO, O CONHECIMENTO E A CULTURA NA PRAXIS DE LIBERTAÇÃO DE AMILCAR CABRAL

Bartolomeu Varela

Docente da Universidade de Cabo Verde

Praia, Janeiro de 2012

O projecto educativo de escola no contexto da globalização

11 de Dezembro de 2011

No processo de globalização hegemónica da educação, com repercussões ao nível das políticas educativas nacionais, são evidentes as pressões no sentido da uniformização dos currículos escolares. Todavia, o currículo não envolve apenas a dimensão instituída ou prescritiva, havendo, peloinovaçaomarcio contrário, ao nível das escolas, um espaço de apropriação, recriação e inovação no âmbito da realização do currículo (dimensão instituinte). Desta sorte, o processo de globalização não exclui, antes exige, que a escola, no quadro da autonomia que lhe conferem os normativos, assuma os desafios da promoção da qualidade, tendo em conta a sua especificidade institucional e contextual, através de projectos educativos e curriculares, concebidos e realizados mediante um amplo envolvimento dos agentes educativos e da comunidade.

Eis o texto integral do artigo:

O projecto educativo de escola no contexto da globalização

Bartolomeu Varela

Manual de Administração Educativa

8 de Dezembro de 2011

AdmEduAs escolas, enquanto elementos integrantes dos sistemas educativos, são organizações peculiares que, no cumprimento da sua missão e funções essenciais, tendem, em regra, a transformar-se em instituições, cuja administração se processa num quadro em que as funções de planeamento, organização, direcção, execução e controlo do cumprimento dos seus fins são exercidas de forma integrada e sistemática, tendo em vista a eficiência e a eficácia na prestação do serviço educativo e, por consequência, a busca da excelência da educação, aferida em função da missão e das funções específicas da educação escolar. Este é o pano de fundo em que se estrutura o presente trabalho sobre Administração Educativa, no âmbito do qual abordamos conceitos básicos que relevam da asserção precedente e, do mesmo passo, procuramos clarificar alguns dos meandros, formas e instrumentos que constituem o modus faciendi, ou seja, as vias, formas e instrumentos pelos quais deve realizar-se, em sentido amplo, a administração da educação e das escolas. A primeira edição deste manual data de 2008. Na 2ª edição, que ora é publicada, fazem-se breves revisões à edição anterior, em termos formais e de conteúdo. Eis o texto integral da versão actual do manual: Manual de Administraçao Educativa – 2011

Bartolomeu Varela

Manual de Introdução ao Direito

8 de Dezembro de 2011

Elaborado e publicado, em versão policopiada, em 2005, este manual, destinado aos estudantes que iniciam os estudos superiores na área do Direito, foi igualmente divulgado, em 2007, nalgumas das páginas pessoais do autor.

É o mesmo trabalho que volta, agora, a ser disponibilizado, em versão digital, com breves actualizações em relação a citações de normas da Constituição da República de Cabo Verde de 1992, revista em 2010.

Mantendo a singeleza da escrita, intencionalmente parca em citações de obras da especialidade, Direitoo Manual de Introdução ao Direito nem por isso deixa de abordar, com o rigor indispensável, as questões de que se ocupa.

Ao fazê-lo, o Manual prossegue o objectivo de contribuir para que o estudante compreenda as noções básicas de Direito, a evolução deste ramo da Ciência ao longo de diferentes épocas histórica, assim como o seu papel nas sociedades humanas erigidas em Estado, com a necessária aproximação à realidade cabo-verdiana.

Os temas abordados no Manual permitem ainda ao aluno:

a) Esclarecer a importância histórica e actual do Direito na regulação da vida societária, compreender a natureza e o alcance das suas normas, distinguindo-as das outras normas sociais.

b) Compreender e utilizar um conjunto de conceitos, princípios e técnicas fundamentais, de carácter propedêutico, instrumental e epistemológico, necessários a uma correcta análise, interpretação e aplicação das normas jurídicas ou de Direito nos diferentes contextos da sua vida estudantil, social e profissional.

Obviamente, a leitura do Manual não dispensa a consulta de trabalhos de outros autores, alguns dos quais recomendados na bibliografia (parte final do Manual).

Consulte aqui o texto integral do manual:

Manual de Introdução ao Direito

 Bartolomeu Varela

Direito Educativo: uma abordagem introdutória, com aproximação à realidade jurídico-educacional de Cabo Verde

8 de Dezembro de 2011

Este trabalho, elaborado para servir de suporte didáctico aos estudantes de ensino superior que se iniciam nos estudos sobre o Direito Educativo, retoma, actualiza e desenvolve, nalgumas matérias, a primeira edição do manual, publicada em versão online, em 2007, revista, na segunda edição, em 2011. A publicação da 2ª edição deste manual continua a justificar-se, quer pela importância do Direito Educativo, como ramo de Direito voltado, especificamente, para o estudo da problemática educacional na perspectiva jurídica, quer pela inexistência, em Cabo Verde, de trabalhos que versam esta temática, quer ainda pela necessidade de sua actualização, em face da alteração recente de alguns aspectos relevantes do ordenamento jurídico-educacional cabo-verdiano.

Acresce que, no plano internacional, são ainda escassos os estudos teóricos sobre a matéria, com a ressalva do caso DirEducatbrasileiro. Tratando-se, no plano teórico, de uma abordagem introdutória, o presente manual contém os conceitos essenciais que ajudam a estudar e a compreender o sentido e o alcance das normas jurídico-educacionais, sem a pretensão de uma abordagem teorética extensiva e, porventura, desnecessária, à luz da finalidade para que é elaborado. Destinado, essencialmente, a estudantes cabo-verdianos, o manual faz, na sua parte empírica, uma cartografia do essencial das normas educacionais vigentes em Cabo Verde, invocando, ainda, um conjunto de diplomas legais que, não versando especificamente matéria educacional, aplicam-se, todavia, à Administração Educativa e ao sector da educação em Cabo Verde, global ou parcialmente.

Importa, contudo, alertar que a referência sumária aos actos normativos vigentes não dispensa a sua consulta, que é, de resto, indispensável para o conhecimento aprofundado da realidade jurídico-educacional cabo-verdiana, tanto mais que a legislação sofre frequentes alterações.

Praia, Fevereiro de 2013.

Bartolomeu Varela

NOTA DE REPUBLICAÇÂO

Dada a desatualização de várias fontes normativas da publicação de 2013, a mesma foi removida, sendo substituída por um texto suscetível de melhor servir os seus destinatários, nomeadamente estudantes. Continua-se, entretanto, a alertar que a presente publicação carecerá de atualização à medida que o legislador for alterando os normativos educacionais e ou aplicáveis ao setor da educação. Daí que se deva ler o presente Manual com a necessária cautela, posto que traduz a situação do ordenamento jurídico vigente à data da sua publicação.

Eis o texto da versão revista da 2ª edição do Manual:

Manual de Direito Educativo2011_rev2015

Publica-se ainda o anexo a que se refere o Manual na sua parte final, com a inclusão de um conjunto de normas educacionais em vigor nesta data:

Anexo_ Textos de legislaçao educacional_

Praia, Fevereiro de 2015.

Bartolomeu Varela

Elementos de estudo da Teoria da Constituição

8 de Dezembro de 2011

Confrontado com o facto de ainda não estar disponível, na Biblioteca da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), bibliografia especializada para o estudo da unidade curricular “Teoria da Constituição”, incluída no plano curricular do Curso de Licenciatura de Ciências Sociais – Percurso de Ciência Política, decidi elaborar os presentes “Elementos de Estudo”, em cumprimento, aliás, de constitum dos deveres estatutários do docente da Uni-CV, de modo a suprir, em parte, a lacuna.

Correspondendo, no essencial, aos conteúdos programáticos da referida unidade curricular, o presente trabalho complementa os textos em versão digital disponibilizados aos estudantes, nomeadamente as Constituições de Cabo Verde e dos demais países de língua portuguesa, que são fontes incontornáveis para o estudo aprofundado do Constitucionalismo a nível dos países da CPLP, matéria que, no entanto, é aqui abordada sumariamente.

O presente trabalho, que tem um carácter introdutório e incide sobre conceitos e elementos básicos de estudo da unidade curricular, não dispensa, contudo, a consulta da bibliografia especializada sobre a Teoria da Constituição, nomeadamente da que nele é expressamente citada.

Eis o texto integral do manual:  Elementos de estudo da Teoria da Constituição

Bartolomeu Varela

EDITORIAL

10 de Março de 2010

Em sintonia com o país e o mundo!

Em diversos contextos e, designadamente, nalguns dos meus blogs, ainda disponíveis (vide infra), tenho defendido, na linha, aliás, do entendimento de todos quantos, de forma séria e consequente, têm escrito ou produzido discursos sobre a educação, que esta, desde sempre, se apresenta como “recurso” imprescendível para a realização plena da espécie humana e, por consequência, para a viabilização dos seus sonhos e projectos, a nível económico, cultural, político ou social.

Independentemente dos espaços, formais e informais, em que se realiza  (famílias e diversas formas de organização societária; escolas de diversos níveis, tipologias e matizes; Internet e meios de comunicação social), a educação, que é, seguramente, a maior criação do género humano, desde que o homem começou a tornar-se como tal, distinto dos demais seres vivos, continua a ser algo vital para a existência humana!

No momento em que a crise económica faz vergar países altamente industrializados, levando praticamente à bancarrota estados outra referenciados como exemplos de progresso económico e social, a educação é encarada, de formas diversas, pelos poderes públicos e económicos, destacando-se, de entre as várias atitudes, duas opções absolutamente antagónicas, a saber: a postura dos que, em virtude da crise, reeditam a velha e tradicional “solução” de corte de financiamentos à educação e a outros sectores sociais, ditos não produtivos, de modo a canalizar mais recursos, nomeadamente, para a “salvação” da banca e do tecido empresarial; a atitude daqueles que, felizmente em crescendo, procuram tirar as devidas lições da História (nomeadamente das histórias de sucesso das empresas e dos países que venceram as crises, apostando na valorização dos recursos humanos), e, de forma consequente, investem ainda mais na educação/formação, convictos de que é, especialmente, através da produção e da difusão do conhecimento e da cultura,  que capacitam os indivíduos para a viabilização de empreendimentos, a geração da riqueza, a criação de empregos e a promoção do bem-estar social.

Não é aqui lugar para falar das crises económicas e financeiras, que enchem as páginas dos jornais impressos e virtuais, marcam presença constante nos noticiários da rádios e nos telejornais e constituem tema invariável nas conversas das pessoas dos mais diversos extractos sociais.

É, aqui, lugar para falar da educação, não apenas para pôr em relevo os tesouros que ela encerra, susceptíveis de interessar, objectivamente, todos quantos almejam o progresso sustentável, mas também para anunciar mais esta página pessoal destinada a uma abordagem séria de questões educacionais, quer elas se refiram à realidade cabo-verdiana, quer a assuntos candentes da actualidade mundial.

A educação não é apenas a melhor forma que permita resgatar o homem da barbárie (que não é apanágio, apenas, do estado de vida primitiva dos nossos ancestrais), promovendo o seu desenvolvimento intelectual, cultural, moral e social; ela, a educação, é a via incontornável para que os grupos humanos, as sociedades, as nações e a Humanidade em geral possam ascender a níveis cada vez mais elevados de progresso e bem-estar; ela é, ao cabo e ao resto, a via pela qual os homens, de forma criativa e reflexiva, conseguem fazer luz e criar sentido aos seus próprios actos, criando uma nova Humanidade. Sim, dir-me-á o caro leitor, isso é uma utopia!

Pois é! Mas, sem a pretensão de advogar a criação, pela educação, de qualquer grande narrativa redentora da Humanidade na era pós-industrial, em que vivemos, ouso defender que é, através dela (educação), que os homens de hoje e de amanhã conseguem exercer, com conhecimento de causa e de forma bem sucedida, a sua cidadania nos diversos espaços (locais, nacionais e internacionais) em que se encontrem e, numa palvra, realizar, progressivamente, os seus sonhos!

Dito de outro modo, é, especialmente, pela educação – que não se esgota na actividade das instituições escolares, mas tem lugar em contacto com a vida e ao longo da vida – que os cabo-verdianos, como quaisquer outros seres humanos, em qualquer parte do Globo, conseguirão maximizar as suas possibilidades de realização pessoal, social e profissional, seja no seu próprio país (Cabo Verde), seja em qualquer parte do Mundo.

Daí a razão pela qual, desde há longos anos, escolhi a educação como campo de luta em prol da dignidade e do progresso do Homem. E é nessa perspectiva que crio, agora, este espaço, aberto a todos, em particular aos meus alunos, que nele poderão encontrar textos de apoio didáctico, ensaios e artigos sobre temas diversos.

Convido o estimado leitor a visitar este site e, na medida do possível, a participar na sua construção, através do envio de artigos para publicação, de comentários ou críticas e ou de questões para debate ou esclarecimento.  Desta arte, estará a contribuir para a criação de uma rede, tão ampla quanto possível, dos que, por esta e outras vias, se dispõem a contribuir para o equacionamento das questões educacionais com que nos defrontamos, em Cabo Verde e no Mundo.

A partir deste espaço, pode aceder a outras páginas, em que, sem grandes pretensões, tenho abordado diversas temáticas educacionais e divulgado alguns trabalhos, à intenção, sobretudo, dos meus alunos, mas também de profissionais, educadores e amantes da nobre causa da educação. Ei-las:

http://www.professorvarela.blogspot.com/

http://excelenciaeducativa.blogs.sapo.cv/

http://unicv.academia.edu/BartolomeuVarela/Papers

Bartolomeu Varela


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