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EDITORIAL

10 de Março de 2010

Em sintonia com o país e o mundo!

Em diversos contextos e, designadamente, nalguns dos meus blogs, ainda disponíveis (vide infra), tenho defendido, na linha, aliás, do entendimento de todos quantos, de forma séria e consequente, têm escrito ou produzido discursos sobre a educação, que esta, desde sempre, se apresenta como “recurso” imprescendível para a realização plena da espécie humana e, por consequência, para a viabilização dos seus sonhos e projectos, a nível económico, cultural, político ou social.

Independentemente dos espaços, formais e informais, em que se realiza  (famílias e diversas formas de organização societária; escolas de diversos níveis, tipologias e matizes; Internet e meios de comunicação social), a educação, que é, seguramente, a maior criação do género humano, desde que o homem começou a tornar-se como tal, distinto dos demais seres vivos, continua a ser algo vital para a existência humana!

No momento em que a crise económica faz vergar países altamente industrializados, levando praticamente à bancarrota estados outra referenciados como exemplos de progresso económico e social, a educação é encarada, de formas diversas, pelos poderes públicos e económicos, destacando-se, de entre as várias atitudes, duas opções absolutamente antagónicas, a saber: a postura dos que, em virtude da crise, reeditam a velha e tradicional “solução” de corte de financiamentos à educação e a outros sectores sociais, ditos não produtivos, de modo a canalizar mais recursos, nomeadamente, para a “salvação” da banca e do tecido empresarial; a atitude daqueles que, felizmente em crescendo, procuram tirar as devidas lições da História (nomeadamente das histórias de sucesso das empresas e dos países que venceram as crises, apostando na valorização dos recursos humanos), e, de forma consequente, investem ainda mais na educação/formação, convictos de que é, especialmente, através da produção e da difusão do conhecimento e da cultura,  que capacitam os indivíduos para a viabilização de empreendimentos, a geração da riqueza, a criação de empregos e a promoção do bem-estar social.

Não é aqui lugar para falar das crises económicas e financeiras, que enchem as páginas dos jornais impressos e virtuais, marcam presença constante nos noticiários da rádios e nos telejornais e constituem tema invariável nas conversas das pessoas dos mais diversos extractos sociais.

É, aqui, lugar para falar da educação, não apenas para pôr em relevo os tesouros que ela encerra, susceptíveis de interessar, objectivamente, todos quantos almejam o progresso sustentável, mas também para anunciar mais esta página pessoal destinada a uma abordagem séria de questões educacionais, quer elas se refiram à realidade cabo-verdiana, quer a assuntos candentes da actualidade mundial.

A educação não é apenas a melhor forma que permita resgatar o homem da barbárie (que não é apanágio, apenas, do estado de vida primitiva dos nossos ancestrais), promovendo o seu desenvolvimento intelectual, cultural, moral e social; ela, a educação, é a via incontornável para que os grupos humanos, as sociedades, as nações e a Humanidade em geral possam ascender a níveis cada vez mais elevados de progresso e bem-estar; ela é, ao cabo e ao resto, a via pela qual os homens, de forma criativa e reflexiva, conseguem fazer luz e criar sentido aos seus próprios actos, criando uma nova Humanidade. Sim, dir-me-á o caro leitor, isso é uma utopia!

Pois é! Mas, sem a pretensão de advogar a criação, pela educação, de qualquer grande narrativa redentora da Humanidade na era pós-industrial, em que vivemos, ouso defender que é, através dela (educação), que os homens de hoje e de amanhã conseguem exercer, com conhecimento de causa e de forma bem sucedida, a sua cidadania nos diversos espaços (locais, nacionais e internacionais) em que se encontrem e, numa palvra, realizar, progressivamente, os seus sonhos!

Dito de outro modo, é, especialmente, pela educação – que não se esgota na actividade das instituições escolares, mas tem lugar em contacto com a vida e ao longo da vida – que os cabo-verdianos, como quaisquer outros seres humanos, em qualquer parte do Globo, conseguirão maximizar as suas possibilidades de realização pessoal, social e profissional, seja no seu próprio país (Cabo Verde), seja em qualquer parte do Mundo.

Daí a razão pela qual, desde há longos anos, escolhi a educação como campo de luta em prol da dignidade e do progresso do Homem. E é nessa perspectiva que crio, agora, este espaço, aberto a todos, em particular aos meus alunos, que nele poderão encontrar textos de apoio didáctico, ensaios e artigos sobre temas diversos.

Convido o estimado leitor a visitar este site e, na medida do possível, a participar na sua construção, através do envio de artigos para publicação, de comentários ou críticas e ou de questões para debate ou esclarecimento.  Desta arte, estará a contribuir para a criação de uma rede, tão ampla quanto possível, dos que, por esta e outras vias, se dispõem a contribuir para o equacionamento das questões educacionais com que nos defrontamos, em Cabo Verde e no Mundo.

A partir deste espaço, pode aceder a outras páginas, em que, sem grandes pretensões, tenho abordado diversas temáticas educacionais e divulgado alguns trabalhos, à intenção, sobretudo, dos meus alunos, mas também de profissionais, educadores e amantes da nobre causa da educação. Ei-las:

http://www.professorvarela.blogspot.com/

http://excelenciaeducativa.blogs.sapo.cv/

http://unicv.academia.edu/BartolomeuVarela/Papers

Bartolomeu Varela

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